Dia do Professor,
Esta data quase esquecida me remeteu a um tempo de memórias boas e ruins. Lembrei da Tia Helena, minha primeira professora, que me alfabetizou, me ensinou a juntar os "be a bás" com os "ca ce cis". Lembrei das cartilhas totalmente descontextualizadas com a nossa realidade, que tinham a figura de "girafa" na letra "G", em vez de "gavião real", ou algo mais tangível para a percepção de uma criança nascida no estado das águas. Pensando na atualidade, rememorei ainda do vazamento da prova do Enem e da matéria que li do Leandro Prazeres, de que a educação das crianças amazonenses vai de mal a pior.
Engraçado, sempre tive fama de boa aluna e acho que devo isso ao fato de meus pais terem me colocado na escola já com quase seis anos, após brincar bastante e curtir muito a minha infância. Eu via tantos coleguinhas mais novos e mais adiantados que eu que já entrei na escola achando que tinha de correr atrás do prejuízo e me esforçar muito. Mas não só isso, desde muito cedo a leitura fez parte da minha vida.
Nesta data gostaria muito de homenagear algumas pessoas importantíssimas, que me ajudaram como pessoa e profissional. A primeira pessoa que quero homenagear é minha mãe, minha eterna professora. Acredito que uma vez professor, sempre professor. Minha mãe iniciou a vida como professorinha, após concluir o magistério no Instituto de Educação do Amazonas. E, hoje, quase por se aposentar, ela retornou para a escola, onde está desenvolvendo um trabalho maravilhoso como pedagoga.
Não posso esquecer também da dona Rosalina, mãe da minha amiga Cila, que mesmo com seu jeito sério e muitas vezes temido por alguns alunos, fez esta humilde jornalista se encantar pela antiguidade, viajar pelas ilhas gregas, nos mares Egeu, Jônio e navegar pelos navios Persas.
Como esquecer do professor Dalmir, da Escola Técnica, aquela pessoa tão crítica, que incitava seus alunos a pensarem de maneira a contestar as diferenças regionais, as injustiças sociais, e também questionarem a si mesmos, por apenas estarem “seguindo a boiada”, sem se perguntarem o por quê de tudo.
Por fim, não posso esquecer mesmo de dois professores maravilhosos da faculdade, que foram responsáveis por meu amadurecimento profissional. Professor Narciso, eterno militante, o senhor sabe o quanto lhe devo. Não pelos textos, ou pelas aulas, não foi só isso, pois o senhor nunca foi do tipo de colocar idéia nenhuma na cabeça de ninguém. Mas por ter sido um eterno ourives, com tamanha paciência e calma, para que eu mesma fosse aos poucos me lapidando. Esse texto com certeza é para o senhor, que onde estiver deve estar me sorrindo agora. E minha mestra Ivânia Vieira, você que sempre me deu tantos incentivos, sabe que esta homenagem não poderia nunca deixar de ser sua.
Parabéns a todos os professores, figuras imprescindíveis na construção de uma sociedade melhor. A vocês todos o meu respeito e minha admiração.
Convido a todos que lerem esse texto para fazerem um comentário a respeito de um professor que marcou suas vidas.
Esta data quase esquecida me remeteu a um tempo de memórias boas e ruins. Lembrei da Tia Helena, minha primeira professora, que me alfabetizou, me ensinou a juntar os "be a bás" com os "ca ce cis". Lembrei das cartilhas totalmente descontextualizadas com a nossa realidade, que tinham a figura de "girafa" na letra "G", em vez de "gavião real", ou algo mais tangível para a percepção de uma criança nascida no estado das águas. Pensando na atualidade, rememorei ainda do vazamento da prova do Enem e da matéria que li do Leandro Prazeres, de que a educação das crianças amazonenses vai de mal a pior.
Engraçado, sempre tive fama de boa aluna e acho que devo isso ao fato de meus pais terem me colocado na escola já com quase seis anos, após brincar bastante e curtir muito a minha infância. Eu via tantos coleguinhas mais novos e mais adiantados que eu que já entrei na escola achando que tinha de correr atrás do prejuízo e me esforçar muito. Mas não só isso, desde muito cedo a leitura fez parte da minha vida.
Nesta data gostaria muito de homenagear algumas pessoas importantíssimas, que me ajudaram como pessoa e profissional. A primeira pessoa que quero homenagear é minha mãe, minha eterna professora. Acredito que uma vez professor, sempre professor. Minha mãe iniciou a vida como professorinha, após concluir o magistério no Instituto de Educação do Amazonas. E, hoje, quase por se aposentar, ela retornou para a escola, onde está desenvolvendo um trabalho maravilhoso como pedagoga.
Não posso esquecer também da dona Rosalina, mãe da minha amiga Cila, que mesmo com seu jeito sério e muitas vezes temido por alguns alunos, fez esta humilde jornalista se encantar pela antiguidade, viajar pelas ilhas gregas, nos mares Egeu, Jônio e navegar pelos navios Persas.
Como esquecer do professor Dalmir, da Escola Técnica, aquela pessoa tão crítica, que incitava seus alunos a pensarem de maneira a contestar as diferenças regionais, as injustiças sociais, e também questionarem a si mesmos, por apenas estarem “seguindo a boiada”, sem se perguntarem o por quê de tudo.
Por fim, não posso esquecer mesmo de dois professores maravilhosos da faculdade, que foram responsáveis por meu amadurecimento profissional. Professor Narciso, eterno militante, o senhor sabe o quanto lhe devo. Não pelos textos, ou pelas aulas, não foi só isso, pois o senhor nunca foi do tipo de colocar idéia nenhuma na cabeça de ninguém. Mas por ter sido um eterno ourives, com tamanha paciência e calma, para que eu mesma fosse aos poucos me lapidando. Esse texto com certeza é para o senhor, que onde estiver deve estar me sorrindo agora. E minha mestra Ivânia Vieira, você que sempre me deu tantos incentivos, sabe que esta homenagem não poderia nunca deixar de ser sua.
Parabéns a todos os professores, figuras imprescindíveis na construção de uma sociedade melhor. A vocês todos o meu respeito e minha admiração.
Convido a todos que lerem esse texto para fazerem um comentário a respeito de um professor que marcou suas vidas.
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