Um dos últimos recantos onde é possível ter contato íntimo com a natureza dentro do perímetro urbano de Manaus é no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazonia. No último final de semana, estive no Bosque da Ciência do Inpa, que possui uma área verde de mais de 13 hectares.
Lá é possível observar espécies nativas de primatas, preguiças, tartarugas, araras e cutias, que vivem livremente e parecem até acostumadas com a presença humana. Além desses animais, é possível também observar de perto o peixe boi, espécie muito estudada pelos biólogos do instituto. O mamífero ameaçado de extinção adaptou-se plenamente ao cativeiro e, graças aos cuidados recebidos, conseguiu até mesmo se reproduzir no local.
Fazia muito tempo mesmo que não ia ao Inpa, lembro de ter ido ainda criança e ter ficado impressionada com os besouros empalhados e também com a maior folha da Amazônia, que pode ser vista na "Casa da Ciência".
Outra curiosidade que pude ver de perto foi o Candiru, um verdadeiro ícone dos rios da região amazônica. Esse peixe, menor que a cabeça de um dedo mindinho, tem uma fama terrível no interior do Estado, pois ele é atraído pela urina humana e entra nos orifícios dos banhistas, causando um verdadeiro estrago ao abrir suas barbatanas, como ganchos.
Por fim, vi o Poraquê, uma espécie de enguia elétrica de água doce. Soube que a Petrobras está realizando estudos com esse peixe. O guia do Inpa explicou que quando ele solta a descarga elétrica no rio em algum lugar onde houve vazamento de óleo, o óleo é levado para a beira. A natureza é mesmo fantástica!!
Depois desse "banho de ciência", pude eu e os meus acompanhantes tomarmos um sorvete maravilhoso. Recomendo o de açaí. Quem estava comigo disse que adorou.
PS: A entrada para o Bosque da Ciência custa R$ 5 (cinco reais). Ele está localizado na Avenida André Araújo, próximo à Bola do Coroado, em Manaus.
Se quiser saber mais e conhecer detalhadamente as atrações, acesse http://www.inpa.gov.br/ no link Bosque da Ciência.
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